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Quem Sou Eu: A Doula que Caminha com Mulheres Antes, Durante e Depois do Nascimento


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A maternidade sempre foi, para mim, uma escola silenciosa. Uma escola de entrega, coragem e fé. Eu nunca me apresentei como a melhor doula do mundo. Mas me tornei a melhor versão de mim mesma quando estou diante de uma mulher vivendo o maior desafio da sua vida: gerar, parir, nutrir e renascer. Meu propósito nasceu muito antes de eu me tornar mãe. Ele foi construído observando a força das mulheres, a fragilidade dos seus silêncios e a necessidade urgente de um cuidado que estivesse para além da técnica, envolvendo corpo, mente, espiritualidade e decisões conscientes. A cada gestante que encontro e a cada nascimento que acompanho, percebo algo fundamental: a maternidade não começa no trabalho de parto. Ela começa no preparo. Começa na consciência. Começa na mulher.


Ao longo da minha jornada, aprendi que a técnica abre caminhos, mas é a fé que sustenta a mulher quando o corpo e o emocional são colocados à prova. Em todas as etapas da gestação ao pós-parto, uso Deus como meu direcionador para ouvir com paciência, acolher com verdade, orientar com propósito e estar presente quando o mundo lá fora grita pressa e perfeição. Meu trabalho não é apenas sobre partos, lactação ou preparo. É sobre honrar a experiência humana do nascer. É sobre garantir que a mulher tenha voz. É sobre protegê-la quando ela está mais vulnerável.


Enquanto as mulheres se preparam física e emocionalmente para parir, existe um sistema que muitas vezes impede que elas vivam esse momento com dignidade. Essa realidade não muda quando atravessamos fronteiras. Nos Estados Unidos, o índice de cesáreas ultrapassa 32 por cento segundo dados do CDC, chegando a mais de 36 por cento em alguns estados, números muito acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Embora a cesárea seja um recurso necessário e salvador quando bem indicado, ela também pode ser utilizada por conveniência, rotina hospitalar ou falta de preparo. Muitas mulheres relatam sentir-se apressadas, desencorajadas ou pouco informadas sobre suas opções. Isso não é reforço. É vulnerabilidade. O suporte de uma doula é essencial não para decidir o tipo de parto, mas para garantir que a mulher tenha consciência, autonomia e voz, independentemente da via de nascimento.


Outro fator importante e frequentemente ignorado é a força da indústria da fórmula infantil nos Estados Unidos. O país está entre os que menos amamentam no mundo desenvolvido e isso não reflete incapacidade materna, mas sim interesses econômicos. A indústria movimenta bilhões por ano e influencia práticas hospitalares, rotinas de berçário e introdução precoce de fórmulas, muitas vezes antes da mãe ter a chance de tentar amamentar com orientação adequada. A mulher se culpa quando, na verdade, é empurrada ao desmame precoce sem informação verdadeira. A amamentação não falha. O suporte falha. O sistema falha. A orientação falha. Meu trabalho existe justamente para preencher essas lacunas.


Cada família que acompanho tem um valor único. Não pela forma como chegam, muitas vezes cansadas, inseguras ou assustadas, mas pela forma como saem. Mais leves, mais confiantes e mais conectadas com a vida que renasce nos seus braços. Testemunhar essa transformação é o que me move. Ver a mulher descobrir sua força, ver o casal se fortalecer e ver o bebê encontrar no peito um lugar de abrigo, nutrição e vínculo é uma das experiências mais profundas da existência humana.


Entendi, com o tempo, que meu papel não é fazer por você, mas fazer com você. Ser a mão que sustenta, a voz que explica, o ponto de fé que acalma e a presença que protege. Sou Paula Chiste, doula e especialista em amamentação. Dedico minha vida a preparar mulheres para que vivam a gestação, o parto e a amamentação com consciência, segurança e verdade, e para que jamais sejam engolidas pelo silêncio ou pelo sistema. Se você deseja viver a maternidade com preparo, presença e acolhimento, estou aqui para caminhar com você.

 
 
 

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